
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para as ações da Vale (VALE3), mesmo após o desempenho inferior da companhia em relação aos seus pares. Durante os últimos três meses, tanto a receita quanto a base de custos, acabaram pressionadas pela queda de preços do minério de ferro.
Apesar da movimentação, o BBA acredita que o cenário oferece uma assimetria atraente para a companhia. Com os preços do minério de ferro cada vez mais descolados dos custos de frete, a Vale tem mais chances de alta do que de baixa, conforme os analistas.
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O frete spot (contratado no mercado à vista) nas rotas Austrália–China e Brasil–China subiu acentuadamente no período. Agora, o valor representa 16% e 36% dos preços spot do minério de ferro, respectivamente, acima das médias históricas de 8% e 20%.
Para o BBA, essa desconexão é insustentável e compatível com um mercado que se aproxima de um fundo cíclico. Em termos de valuation, a Vale se mantém atraente, segundo o banco. Com fluxo livre de caixa (FCF) yield de 8% em 2027, a empresa está acima da média de 5% das concorrentes.
Para 2027, a revisão do BBA também prevê um aumento nos custos totais da empresa no ano, a US$ 56 por tonelada — contra os US$ 51 de antes. Esse aumento, entretanto, é dado pelos analistas como exógenos. Mesmo com a alta, a execução da administração segue sólida.
As estimativas, mesmo com a alta dos custos, ainda implica uma redução de US$ 3/t em relação a 2026 e de US$ 6/t em relação aos níveis do 2º tri deste ano.
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